Fonte: computerworld

Nos últimos anos, temos ouvido falar e muito sobre a Internet das Coisas (IoT). Como se sabe, os dispositivos conectados por ela emitem dados que as empresas coletam e utilizam da forma que for mais conveniente para os seus negócios. Aparelhos móveis, sistemas de automação residencial, transportes e até mesmo plataformas de petróleo estão disponibilizando hoje um fluxo enorme de informações durante todo o momento em que estão em funcionamento. O mais comum é que elas sejam usadas para a execução de ações de manutenção preventiva ou na identificação de possíveis falhas, mas há muitas outras áreas de negócio que podem se beneficiar da IoT e das ideias que podem ser extraídas dos dados. Veja, a seguir, algumas delas:

Varejo — As empresas estão fazendo uso da Internet das Coisas por meio dos beacons, pela tecnologia Bluetooth, para entender a movimentação dos clientes dentro das lojas. Com o GPS do smartphone do cliente habilitado, uma marca pode saber sua posição exata na loja ou no shopping. Se ele tiver concordado em receber mensagens de marketing, esses dados podem ser combinados com registros históricos, como informações demográficas ou histórico de compras, por exemplo, e o varejista pode lançar mão de uma nova oferta, usando canais como e-mail marketing, SMS ou o aplicativo da loja. Há também a opção das geofences, áreas delimitadas por meio de coordenadas pelas quais, toda vez que o cliente entrar ou sair delas, as marcas podem divulgar suas ofertas diretamente nos aplicativos.

Manufatura — O setor manufatureiro é, provavelmente, o único no qual se ouve falar sobre Internet das Coisas e dispositivos conectados com mais frequência. Carros, aviões e outros meios de transporte têm computadores e sensores com tecnologia embarcada enviando dados para vários locais e de forma constante. Agora, esses dados estão sendo aplicados com maior frequência em aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos. Os fabricantes os usam para melhorar a qualidade e também o design de seus produtos. Eles também podem usar a IoT para vender diretamente ao cliente, sem a necessidade de intermediários. Grandes fabricantes vendem por meio de concessionárias. Conforme os modelos de negócios vão mudando e novas práticas de vendas vão sendo adotadas, as marcas têm acesso direto e um maior envolvimento com o cliente final, sem depender de um revendedor ou parceiro de marketing.

Seguros — Os dados telemáticos coletados dos veículos pelos equipamentos de bordo fornecem informações sobre o comportamento do motorista, o desempenho do veículo e possíveis surgimentos de falhas. Com frequência, os agregadores e fornecedores vendem esses dados às seguradoras, que podem usá-las para informar os clientes sobre a política de subscrição e assim ampliar suas vendas. Imagine receber um e-mail de sua seguradora informando que seu filho está dirigindo muito rápido e de forma imprudente. Com essas informações, você pode sentir a necessidade imediata de fazer um seguro para o carro da família.

Telecom — Para as operadoras telefônicas, o streaming analítico está surgindo como uma maneira de avaliar informações valiosas sobre os clientes. É cada vez mais comum elas coletarem dados sobre como os clientes usam sua rede, quanto do plano de dados vem sendo usado, bem como a frequência e a velocidade de consumo. Essas informações, somadas a muitas outras, permitem que as operadoras estejam mais bem preparadas antes de tomar qualquer decisão junto ao marketing. A partir daí, o preço, o volume e a validade das ofertas podem ser checados em tempo real, de modo que garantam sua relevância e eficácia na comunicação com os clientes.

Finanças — Os bancos tradicionais estão implementando mudanças na maneira como vêm operando no mercado financeiro. Por isso, é importante que as empresas do setor coletem dados por outros canais. Sites, aplicativos móveis e serviços de call center estão se tornando muito valiosos como fontes de informação. Hoje, há mais dados sendo transmitidos em caixas eletrônicos e aplicativos móveis, usados como insights para a oferta de conteúdo relevante aos clientes pelos canais digitais. Quanto ao call center, quando um cliente entra em contato, as empresas estão usando dados de streaming, junto com registros históricos, no intuito de realizar uma oferta mais relevante e personalizada.

A Internet das Coisas veio para ficar. É um caminho sem volta. Os dados coletados são usados para melhorar a qualidade de nossas experiências com as marcas, em diversos setores. E são esses grandes avanços na tecnologia que vão continuar a melhorar e a remodelar os modelos de negócios de diversas indústrias, não se limitando apenas às ações de marketing, mas levando a uma experiência com os consumidores mais pessoal, relevante e eficaz.

*Fernanda Benhami, gerente de customer intelligence do SAS América Latina.

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